quinta-feira, 4 de março de 2010

Cidades Sustentáveis


Desenvolvimento Sustentável

A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, aprovou a Agenda 21 – documento que estabelece um pacto pela mudança do padrão de desenvolvimento global para o século XXI, na forma de compromissos que expressam o desejo de mudança das nações do atual modelo de civilização para outro em que predomine o equilíbrio ambiental e a justiça social.

Com a Agenda 21 consolida-se a noção de indissociabilidade entre desenvolvimento e conservação do meio ambiente, que leve à mudança do padrão de crescimento econômico e, portanto, torne possível a idéia do direito ao desenvolvimento, especialmente para os países mais pobres e do direito à condições ambientais adequadas para as futuras gerações.

Os países que assinaram o documento assumiram o compromisso de incorporar em suas políticas, metas para atingir o desenvolvimento sustentável. Esse conceito – ainda em construção – consagrado pelo Relatório Brundtland (CNUMAD,1991) e firmado na CNUMAD-92 através da Agenda 21, como “aquele que satisfaz as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras em satisfazerem suas próprias necessidades”, é alvo de análise e críticas diversas, mas tem sido incorporado aos debates e estratégias de planejamento e gestão em vários países.

O documento “Cidades Sustentáveis” (MMA, 2000) elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com diversos atores do governo e da sociedade civil, sintetiza os debates em torno dos subsídios para elaboração da Agenda 21 Brasileira no que concerne à incorporação da dimensão ambiental nas políticas urbanas vigentes, como um dos seis temas centrais destacados no processo: Agricultura sustentável; Cidades Sustentáveis; Infra-estrutura e Integração Regional; Gestão dos Recursos Naturais; Redução das Desigualdades Sociais e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável...

A busca por uma sociedade economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente saudável conduz ao esforço de compreensão das novas dinâmicas que regem o espaço urbano, que possibilitem a construção de políticas articuladas cujo objetivo seja a qualidade de vida, a produtividade, a preservação e a inclusão.


FONTE: http://www.rc.unesp.br

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