domingo, 29 de novembro de 2009

Comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra

Realizamos,neste mês de novembro, diferentes atividades relacionadas ao PROJETO DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA. O projeto teve como público-alvo o ensino fundamental,o ensino normal e o EJA, atendendo, também, a toda a comunidade escolar. Todas as disciplinas se envolveram, como veremos a seguir:

Ensino Jovens e Adultos






Desfile Beleza Negra Mirim - Meninas



Desfile Beleza Negra Mirim - Meninos





Desfile - Alunos do Ensino Normal




Palestra para os alunos



OFICINAS





PRODUÇÃO DE MAQUETES


POESIA, MÚSICA, DANÇA E ALEGRIA...







quarta-feira, 25 de novembro de 2009

25 de novembro - Dia Nacional do Doador de Sangue



Doação de sangue

Ninguém está livre de precisar de uma transfusão de sangue. Ninguém está livre de sofrer um acidente, de passar por uma cirurgia ou por um procedimento médico em que a transfusão seja absolutamente indispensável.
Como não existe sangue sintético produzido em laboratórios, quem precisa de transfusão tem de contar com a boa vontade de doadores, uma vez que nada substitui o sangue verdadeiro retirado das veias de outro ser humano.
Todos sabemos que é importante doar sangue. Mas, quando chega a nossa vez, sempre encontramos uma desculpa – Hoje está frio ou não estou disposto; nesses últimos dias tenho trabalhado muito e ando cansado; será que esse sangue não me vai fazer falta... - e vamos adiando a doação que poderia salvar a vida de uma pessoa.
Sempre é bom frisar que o sangue doado não faz a menor falta para o doador. Conseqüentemente, nada justifica que as pessoas deixem de doá-lo. O processo é simples, rápido e seguro.


Mensagem da Dra. Maria Angélica Soares, médica, coordenadora do Hemocentro do Hospital São Paulo da UNIFESP, Universidade Federal do Estado de São Paulo.


PRÉ-REQUISITOS PARA DOAÇÃO

Drauzio – Como é feita a doação?

M. Angélica Soares - A pessoa precisa levar um documento de identificação e preencher um cadastro. Depois, faz um teste para ver se está com anemia. Basta um furinho no dedo para determinar o hematócrito (quantidade de hemácias no volume total de sangue) e saber se está em condições de doar sangue. Às vezes, não está anêmica, mas o meio litro de sangue que será retirado poderá fazer-lhe falta. Em seguida, mede-se a pressão arterial, o pulso e a temperatura.
O próximo passo é uma entrevista chamada triagem clínica cuja finalidade é avaliar os antecedentes patológicos e os possíveis fatores de risco daquele candidato à doação. Essa entrevista é baseada numa portaria, numa legislação que rege a doação de sangue no Brasil. Não é um interrogatório para investigar a vida das pessoas. São perguntas para proteger quem está doando e para conscientizar o doador de que a pessoa que vai receber o sangue precisa ficar bem e não ter problemas depois.
É importante lembrar que, apesar de feita a sorologia (testes para as doenças infecciosas), existem ainda doenças, como certos tipos de hepatite, para as quais não há triagem e que podem representar risco para o receptor. Há, ainda, janelas imunológicas –o teste demora algum tempo depois da infecção para ficar alterado – que precisam ser respeitadas, por menores que sejam elas.
No Brasil, existe ainda um procedimento que se chama auto-exclusão. A pessoa passou pela entrevista e vai doar o sangue. Se não conseguiu ou não quis ser totalmente sincera na entrevista e achar que seu sangue não deve ser utilizado para transfusão porque oferece algum risco, tem a oportunidade de fazê-lo de maneira sigilosa naquele momento. Basta assinalar num papel ou registrar eletronicamente que aquela bolsa deve ser excluída. É uma oportunidade que a pessoa tem de voltar atrás sem se expor ao profissional que a está entrevistando.

Drauzio – Quanto tempo toma essa entrevista?

M. Angélica Soares – Uns cinco minutos. O pessoal é treinado e as perguntas são objetivas. É sim ou não. Algumas situações impedem a doação só naquele momento. Eventualmente uma vacina ou medicação. Nesse caso, a pessoa é convidada a voltar dias mais tarde.

Drauzio – Muita gente se recusa a doar sangue porque acha que lhes fará falta o meio litro que será tirado. O que representa esse meio litro no volume total de sangue que circula pelo organismo?

M. Angélica Soares – Uma das exigências para a doação de sangue é o doador pesar pelo menos 50kg, porque está estabelecido que se pode retirar no máximo 9ml de sangue por quilo de peso. Portanto, com 50kg, ele pode doar uma bolsa com 450ml sem nenhuma repercussão negativa para o organismo.
Observe, por exemplo, o que acontece com as plaquetas, elementos sangüíneos importantes para a coagulação. Elas funcionam como tampões iniciais quando ocorre um sangramento. É como se um dique tivesse arrebentado e fossem colocadas pedras para conter a água. As plaquetas são repostas imediatamente na circulação, porque o baço é um reservatório enorme de plaquetas. São repostas tão depressa que há procedimentos para coletar apenas as plaquetas do sangue de uma pessoa. A mesma coisa acontece com a reposição dos glóbulos vermelhos que se recompõem num curto espaço de tempo.
Por isso, ninguém chega e vai diretamente doar sangue. Na triagem inicial, são observados critérios excludentes como peso, pressão arterial, hematócritos para identificar casos de anemia.



Drauzio – Qual é o volume médio de sangue que uma pessoa tem no corpo?

M. Angélica Soares – De quatro a cinco litros de sangue aproximadamente.

Drauzio – Na verdade, vocês só colhem um décimo do volume de sangue existente…

M. Angélica Soares – Exatamente.

Drauzio – Quais são as pessoas que não podem e não devem doar sangue?

M. Angélica Soares – A lista não é pequena. Não podem doar sangue pessoas:

1) que tiveram hepatite depois dos 10 anos de idade. Antes dessa idade, a doença não é empecilho porque provavelmente se trata de hepatite A, cujo vírus é eliminado por completo do organismo;
2) que tiveram hepatite B ou C, os portadores do vírus da AIDS ou de alguma doença infecciosa transmitida pelo sangue;
3) com diabetes que usam insulina ou anti-hipoglicemiantes por via oral; mulheres grávidas ou que estão amamentando;
4) com febre, peso abaixo de 50kg, com mais de 65 anos ou que tiveram perda inexplicada de 10% do peso em um mês;
5) com epilepsia ou crises de asma;
6) que tenham se submetido a grandes cirurgias, recebido transfusão, feito tatuagem ou colocado piercing há menos de um ano.

Drauzio – Por que tatuagem e piercing impedem a doação?

M.Angélica Soares – Não é nada contra a tatuagem ou o piercing em si. Infelizmente há casos de transmissão de algumas doenças por esses tipos de procedimentos. Hoje, o prazo é só de um ano, mas chegou a ser de dez anos, porque as técnicas eram por demais artesanais.
Por que um ano agora? Porque esse tempo é suficiente para um teste revelar que houve contaminação pelo vírus da hepatite, por exemplo. A pessoa pode não estar doente, mas o teste ser positivo e o sangue não servir para a doação.

Drauzio – Pessoas hipertensas podem doar sangue?

M. Angélica Soares – Podem, desde que a hipertensão esteja controlada.

Drauzio – Existem alguma outra situação que impeça o indivíduo de doar sangue?

M. Angélica Soares – Pessoas que estão fazendo regimes violentos para emagrecer, com problemas de tireóide ou quadros clínicos graves não devem doar sangue. Cada caso, porém, será discutido e avaliado pelo médico do setor. No entanto, a maioria das pessoas não tem nada, está bem de saúde e, portanto, pode doar sangue sem problema.
É comum sermos consultados se o uso de medicamentos impede a doação. Em si a medicação não funciona como empecilho, mas é preciso saber por que ela está sendo utilizada. Quem está tomando antibiótico não deve doar porque tem uma infecção. Já a aspirina e os antiinflamatórios não interferem. O único cuidado que nós do banco de sangue vamos ter no fracionamento da bolsa é desprezar as plaquetas das pessoas que tomam aspirina porque a ação coagulante não será adequada.

Drauzio – Qual é o intervalo mínimo entre uma doação e outra?

M. Angélica Soares – Para os homens é de dois meses; para as mulheres, três meses e dos 60 até os 65 anos, seis meses.
Importância da doação

Drauzio – Por que é importante doar sangue? Para que serve esse sangue doado?

M. Angélica Soares - As pessoas podem pensar – Por que vou doar sangue se não houve um World Trade Center nem outra catástrofe por aqui?
É preciso doar porque os hospitais grandes onde são tratados todos os tipos de pacientes necessitam de sangue disponível em qualidade e quantidade adequada. Se não houver sangue num hospital, as cirurgias serão canceladas. Pacientes submetidos a cirurgias cardíacas, transplantes de rins, de fígado e de medula óssea entre outras, necessitam muito de sangue e de plaquetas e será enorme o ônus se tais procedimentos forem adiados. Se o doente fizer quimioterapia, por exemplo, e não receber o suporte da transfusão, poderá não superar o tratamento.
As pessoas precisam entender que devem doar sangue não só atendendo ao apelo de que os estoques estão acabando. É preciso pensar que os estoques têm que estar nos níveis adequados para o primeiro atendimento caso aconteça um imprevisto, uma catástrofe (o que eu espero não ocorra nunca).
Sangue não sobra. Ninguém deve imaginar que o tipo de seu sangue é comum e que por isso não precisa doar. Precisa, sim, porque esse sangue vai fazer falta.

Drauzio – O sangue doado tem sempre utilidade.

M. Angélica Soares – No dia seguinte à doação, se os testes forem negativos, ele estará no braço de alguém ajudando a salvar uma vida.



FONTE:http://www.drauziovarella.com.br

domingo, 22 de novembro de 2009

DIVERSIDADE


Diversidade: é importante debater essa questão nas escolas!


Veja como levar o tema para a sala de aula e melhorar a relação na comunidade escolar

Podemos dizer que a identidade é uma construção a partir de traços culturais. Cabe a ela diferenciar os grupos sociais. Em um país como o Brasil, conviver com as diferenças sociais é importante para o funcionamento da sociedade. Nesse contexto, a escola é o espaço onde se encontra a maior diversidade cultural e também o local mais discriminador. Por isso, trabalhar as diferenças é um desafio para o professor, por ele ser o mediador do conhecimento, ou melhor, um facilitador do processo ensino-aprendizagem.

Segundo Ana Leite, mestre em Educação Brasileira pela PUC-Rio e pesquisadora da UNIRIO, uma das maiores dificuldades dos professores é pensar o tema diversidade de maneira multidisciplinar. “A pluralidade cultural marca a vida do Brasil. Pensar e introduzir esse tema nas escolas depende da vontade de gestores e de um processo político-pedagógico que contemple a diversidade. Um grande obstáculo é a formação do professor. Ele não está preparado para isso. É preciso investir em cursos de formação continuada e material de apoio”, afirma Ana.

Ela lembra que os preconceitos são baseados em crenças e estas, por sua vez, são irracionais. “As crenças estão presentes em todas as culturas e estereotipam as pessoas que são alvos dela”, diz a pesquisadora da UNIRIO. Quem nunca estudou com alguém que era alvo de gozação? O problema é que as implicâncias e perseguições deixam marcas que podem acompanhar os alunos pela vida toda. “Temos alunos que são vistos de forma preconceituosa pela cor da pele, outros por terem orientações sexuais minoritárias, inclusive alunos com necessidades especiais”, destaca Ana.

De acordo com pesquisas da Unesco em parceria com a UNIRIO, os alunos que sofrem preconceito muitas vezes se isolam porque não têm a quem recorrer. O rendimento escolar é prejudicado e eles acabam saindo da escola. “As chacotas maculam a autoestima do aluno. O professor não reage porque ele, muitas vezes, acredita que essa função é do psicólogo ou do coordenador escolar. E em casa os jovens não têm diálogo”, acrescenta a mestre em Educação.

Como lidar com a questão?

Para Ana Leite, os alunos não têm o professor como um aliado. Para reverter esse quadro é preciso discutir estratégias para mediar os conflitos. Outra ação é o funcionamento dos grêmios escolares, com o apoio da direção, além da abertura da escola para a comunidade. “O que não pode acontecer é a escola fechar os olhos e adotar a política de avestruz. É importante dar visibilidade a essas questões. Elas são a reprodução do que acontece na comunidade. O acesso à informação e o debate são importantes”, avalia.

Na América Latina, bons exemplos de mediação de conflitos nas escolas podem ser observados na Argentina. Por lá, as escolas interessadas aderem aos programas e se preparam para aplicar as estratégias. “O colégio escolhe alunos para serem líderes. São eles que mediam os conflitos entre os pares e não os professores e a direção”, explica Ana Leite.

Os efeitos são de longo e de médio prazo. Para traçar planos de trabalho é importante observar os indicadores de qualidade da escola, o interesse dos atores envolvidos, contar com a parceria das Secretarias de Educação, ter um acompanhamento adequado. Ou seja, cada caso é um caso.

Novas questões começam a interferir no dia a dia das escolas e a levantar outras discriminações. “Hoje temos a questão do gênero, por exemplo. As meninas estão se envolvendo muito mais em brigas e disputas fora da escola. Tudo por causa da questão do ‘ficar’, dos namoradinhos. É claro que essa questão da violência não chega até a sala de aula. Ela aparece de uma maneira mais sutil, com os boatos, por exemplo. Existem alunos que deixam de merendar para não entrarem em conflito com quem os ameaçam”, afirma Ana Leite. O crime organizado também aparece pelos corredores da escola. “Vários alunos evitam dizer onde moram por questões do crime organizado. Muitos estudantes são de comunidades rivais”, continua a pesquisadora.

Cidadania

Aprender a lidar com as diferenças é o primeiro passo para a formação de bons cidadãos. Por isso o papel da escola é tão importante. “Todos ganham quando a diversidade é discutida no ambiente escolar. O debate contribui para a formação de jovens mais conscientes, que estão atentos ao outro, àquele que está ao seu lado. Quando as pessoas passam a se conhecer, as diferenças deixam de ser motivo de conflitos”, conclui Ana Leite.

Ana Leite
FONTE: Conexão Professor

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra


O dia da consciência negra
é uma forma de lembrar o sofrimento dos negros ao longo da história, desde a época da colonização do Brasil, tentando garantir seus direitos sociais.

Hoje temos várias leis que defendem esses direitos, como a de cotas nas universidades, pois acredita-se que, em razão dos negros terem sido marginalizados após o período de escravidão, não conseguiram conquistar os mesmos espaços de trabalho que o homem branco.

Na época da escravidão os negros não tinham direito ao estudo ou a aprender outros tipos de trabalho que não fossem os braçais, ficando presos a esse tipo de tarefa.

Muitos deles, estando libertos, continuaram na mesma vida por não ter condições de se sustentar.

O dia da consciência negra também é marcado pela luta contra o preconceito racial, contra a inferioridade da classe perante a sociedade, além de temas como mercado de trabalho, discriminação política, moda e beleza negra, etnias, homenagens a negros que se destacaram.

Além desses assuntos, enfatizam sobre o respeito enquanto pessoas humanas, além de discutirem e trabalharem para conscientizar as pessoas da importância da raça negra e de sua cultura na formação do povo brasileiro e da cultura do nosso país.

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola




Zumbi, símbolo da
resistência negra


Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.

O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.

Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.

Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.

O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.

Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.

Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.

Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.

Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.

“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.

Fontes: Dpnet.com.br
O Dia On-Line
Feranet21.com.br

14 de novembro - Dia Nacional da Alfabetização

Entrevista | José de Nicola


Segundo a Constituição Brasileira, no artigo 205:

“A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”


Não há desenvolvimento econômico e social sem educação: pesquisas mostram que a alfabetização constitui motor para a expansão econômica.
Existem diversos métodos para alfabetizar crianças, jovens e adultos. No Brasil, os mais utilizados são o método global e métodos tradicionais, como o alfabético-silábico e o fônico. Por outro lado, muitos alfabetizadores brasileiros, das redes pública ou privada, preferem a teoria do construtivismo como base para a alfabetização. Qual o melhor caminho para ensinar a ler e escrever?
Escolher um ou outro é uma opção cujo grau de dificuldade aumenta principalmente quando se depara com a enorme diversidade socioeconômica e cultural de um país como o Brasil.
Com as constantes mudanças na sociedade, com o fenômeno da globalização, das tecnologias da informação e da comunicação, os currículos escolares necessitam de revisão e atualização para refletirem as necessidades reais dos estudantes, de forma a viabilizar um aprendizado adequado a cada realidade.



Ed. Moderna – Quando podemos concluir que a criança está alfabetizada?

José De Nicola - Num conceito mais contemporâneo, podemos afirmar que o processo de alfabetização se inicia quando abrimos os olhos e vemos a luz pela primeira vez e se finda quando fechamos os olhos pela última vez. Seria necessário discutir as várias ‘alfabetizações’, que vão muito além da apropriação da escrita. Da mesma forma, teríamos de discutir os vários analfabetismos (por exemplo, o analfabetismo funcional).



Ed. Moderna – Como levar o estudante a ler e a produzir, com autonomia e proficiência, os diversos gêneros textuais?

José De Nicola -Na interação social, a leitura e a produção de textos estão intimamente ligadas num círculo vicioso: o texto é produzido para a leitura; a leitura é base fundamental para a produção de textos. Em ambos os casos temos práticas sociais, em que a construção de sentidos é a mediadora. Dessa forma, podemos afirmar que a produção de textos é o ponto de partida, e a leitura, de chegada: escrevemos/falamos para sermos lidos/ouvidos. Mas, ao mesmo tempo, a leitura é também ponto de partida, e a produção de textos, de chegada: lemos/ouvimos para refletir sobre o outro, sobre o mundo, e nos expressarmos escrevendo/falando.

A leitura, por um lado, é o ponto de chegada quando concretiza o processo comunicativo, atribuindo significados a um texto produzido. Por outro, é o ponto de partida para a produção de textos, pois por meio dela entramos em contato com os textos e, conseqüentemente, com variedade de conteúdos (culturas, áreas de conhecimento, informações em geral), variedade de gêneros textuais, variedade de registros e modalidades da língua.

O trabalho de produção e o de leitura de textos deve ser concomitante, apenas por momentos dissociados artificialmente por conta de uma apresentação mais didática. Tanto na formação do produtor de textos como na do leitor, devem ser trabalhados alguns pressupostos, com destaque para as noções de interlocutor, adequação, gêneros e tipos textuais.



Ed. Moderna – Os professores estão se preparando para a revolução digital da informação? Qual a sua opinião? Os currículos das escolas do Brasil estão atendendo às competências necessárias para que o estudante seja capaz de produzir e ler diferentes tipos de textos adequados a diferentes situações?


R: Num país com dimensões continentais e desigualdades gritantes, uma resposta única, homogênea, é sempre muito perigosa.



Ed. Moderna – Qual o papel do professor diante do panorama da globalização e do letramento digital, com todas as mudanças pelas quais a sociedade está passando?

José De Nicola - Há, na vida de todo educador, uma pergunta que julgamos vital: o que queremos que nosso aluno domine, que competências e habilidades queremos trabalhar? Logo seguida de outra, não menos importante: o que faremos e como faremos para que nosso aluno atinja este objetivo? Só a partir dessas respostas podemos definir conteúdos e estratégias.

Acreditamos que, no caso específico das aulas de Português (não estou me referindo às eventuais aulas de Informática, que têm por objetivo inserir o aluno no mundo tecnológico), todo professor se daria por feliz e realizado se seus alunos, ao concluírem o curso, fossem leitores/ouvintes atentos e competentes produtores de texto (tanto na modalidade oral como na escrita).

Por leitor/ouvinte atento entendemos aquele aluno capaz de estabelecer diálogos entre textos, perceber as diferentes relações sintáticas e semânticas (de causa e efeito, de oposição, de concessão, de condição etc.) e a natureza do texto (irônico, metafórico, satírico, filosófico etc.).

Por competente produtor de texto entendemos aquele aluno capaz de elaborar um texto adequado às mais diversas situações da vida cotidiana: uma carta, um relatório, uma exposição – oral ou escrita – de idéias etc. (sem confundir essas situações práticas com a produção de um texto literário).

Em outras palavras, é fundamental trabalhar dois eixos: a idéia e a expressão.

Trabalhar a idéia é levar o aluno a pensar o mundo, a posicionar-se diante dele e a assumir sua capacidade de transformá-lo. Para tanto, é preciso que ele faça uma “leitura de mundo”. E qual é o método mais eficaz para trabalhar leitura de mundo? Lendo, lendo, lendo; refletindo, discutindo, formulando hipóteses. Percebendo, em cada texto, a visão de mundo de seu autor. Ler muitos textos é acumular várias experiências, várias vivências. Só assim conseguimos formar nossa própria leitura de mundo. “Lemos para fazer perguntas”, já nos ensinava Franz Kafka.

Trabalhar a expressão é levar o aluno a perceber que a gramática sustenta o texto, organiza-o. É, também, levá-lo a perceber os diferentes recursos expressivos: a denotação e a conotação, as funções da linguagem, a sonoridade das palavras, a linguagem figurada etc.

Com esse trabalho, entendemos que se pode afastar, o quanto possível, o acaso (ou a desorganização, ou o trabalho não centrado num interesse específico de dizer algo) da produção de textos e introduzir a possibilidade de escolha (dos recursos significativos, da organização textual, do tipo de texto).

O que vai dito acima vale para um mundo globalizado, para um mundo “desglobalizado”, para um mundo tecnológico, digitalizado, com palavras que brilham numa tela de computador, para um mundo centrado no velho e tradicional papel (ou papiro) em que palavras são registradas a tinta. O desafio é formar um aluno que pense o objeto de conhecimento, em qualquer um dos mundos.


José de Nicola

José De Nicola nasceu em São Paulo, em 1947. É professor de literatura desde 1968, tendo lecionado em diversas escolas particulares de Ensino Médio e também em cursinhos preparatórios para exames vestibulares. Tem se dedicado à produção de livros didáticos para o ensino de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e Redação.


MERCADO DE GRANDES NÚMEROS
O professor José De Nicola: 2 milhões de livros vendidos só em 2008

FONTE:http://literatura.moderna.com.br

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Direitos das Crianças







18 DE NOVEMBRO- Dia do Conselheiro Tutelar


O que é conselho tutelar?


O Conselho Tutelar é um órgão público municipal de caráter autônomo e permanente, cuja função é zelar pelos direitos da infância e juventude, conforme os princípios estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Quem são os Conselheiros Tutelares?


São pessoas que têm o papel de porta-voz das suas respectivas comunidades, atuando junto a órgãos e entidades para assegurar os direitos das crianças e adolescentes. São eleitos 5 membros através do voto direto da comunidade, para mandato de 3 anos.

Conheça as principais atribuições do Conselho Tutelar


Atender às crianças e adolescentes que tiverem seus direitos ameaçados por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;por falta; omissão ou abuso dos pais ou responsáveis; ou em razão de sua conduta.

Receber a comunicação (obrigatória) dos casos de suspeita ou confirmação de maus tratos; de reiteradas faltas injustificadas ou de evasão escolar; após esgotados os recursos escolares; e de elevados níveis de repetência.

Requisitar o serviço social, previdência, trabalho e segurança, ao promover a execução de suas decisões.

Atender e aconselhar os pais e responsáveis, podendo aplicar algumas medidas, tais como encaminhamento a cursos ou programas de orientação e promoção a familia e tratamento especializado.

Assessorar a prefeitura na elaboração de propostas orçamentárias, com a finalidade de garantir planos e programas de atendimento integrado nas áreas de saúde, educação, cidadania, geração de trabalho e renda a favor da infância e juventude.

Encaminhar a notícia de fatos que constituem infração administrativa ou penal contra os direitos da criança e do adolescente. Incluir no programa de auxílio, orientação e tratamento de alcoólatras e toxicômanos.


FONTE:http://portal.prefeitura.sp.gov.br

15 DE NOVEMBRO- Dia da Proclamação da República

Deodoro da Fonseca: executor de uma mudança construída ao longo do tempo.



Proclamação da República

O processo histórico em que se desenvolveu o fim do regime monárquico brasileiro e a ascensão da ordem republicana no Brasil perpassa por uma série de transformações onde visualizamos a chegada dos militares ao poder. De fato, a proposta de um regime republicano já vivia uma longa história manifestada em diferentes revoltas onde a opção republicana dava seus primeiros sinais. Entre tantas tentativas de transformação, a Revolução Farroupilha (1835-1845) foi a última a levantar-se contra a monarquia.

Podemos destacar a importância do processo de industrialização e o crescimento da cafeicultura enquanto fatores de mudança sócio-econômica. As classes médias urbanas e os cafeicultores do Oeste paulista buscavam ampliar sua participação política através de uma nova forma de governo. Ao mesmo tempo, os militares que saíram vitoriosos da Guerra do Paraguai se aproximaram do pensamento positivista, defensor de um governo republicano centralizado.

Além dessa demanda por transformação política, devemos também destacar como a campanha abolicionista começou a divulgar uma forte propaganda contra o regime monárquico. Vários entusiastas da causa abolicionista relacionavam os entraves do desenvolvimento nacional às desigualdades de um tipo de relação de trabalho legitimado pelas mãos de Dom Pedro II. Dessa forma, o fim da monarquia era uma opção viável para muitos daqueles que combatiam a mão-de-obra escrava.

Até aqui podemos ver que os mais proeminentes intelectuais e mais importantes membros da elite agro-exportadora nacional não mais apoiavam a monarquia. Essa perda de sustentação política pode ser ainda explicada com as conseqüências de duas leis que merecem destaque. Em 1850, a lei Eusébio de Queiroz proibiu a tráfico de escravos, encarecendo o uso desse tipo de força de trabalho. Naquele mesmo ano, a Lei de Terras preservava a economia nas mãos dos grandes proprietários de terra.

O conjunto dessas transformações ganhou maior força a partir de 1870. Naquele ano, os republicanos se organizaram em um partido e publicaram suas idéias no Manifesto Republicano. Naquela altura, os militares se mobilizaram contra os poderes amplos do imperador e, pouco depois, a Igreja se voltou contra a monarquia depois de ter suas medidas contra a presença de maçons na Igreja anuladas pelos poderes concedidos ao rei.

No ano de 1888, a abolição da escravidão promovida pelas mãos da princesa Isabel deu o último suspiro à Monarquia Brasileira. O latifúndio e a sociedade escravista que justificavam a presença de um imperador enérgico e autoritário, não faziam mais sentido às novas feições da sociedade brasileira do século XIX. Os clubes republicanos já se espalhavam em todo o país e naquela mesma época diversos boatos davam conta sobre a intenção de Dom Pedro II em reconfigurar os quadros da Guarda Nacional.

A ameaça de deposição e mudança dentro do exército serviu de motivação suficiente para que o Marechal Deodoro da Fonseca agrupasse as tropas do Rio de Janeiro e invadisse o Ministério da Guerra. Segundo alguns relatos, os militares pretendiam inicialmente exigir somente a mudança do Ministro da Guerra. No entanto, a ameaça militar foi suficiente para dissolver o gabinete imperial e proclamar a República.

O golpe militar promovido em 15 de novembro de 1889 foi reafirmado com a proclamação civil de integrantes do Partido Republicano, na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Ao contrário do que aparentou, a proclamação foi conseqüência de um governo que não mais possuía base de sustentação política e não contou com intensa participação popular. Conforme salientado pelo ministro Aristides Lobo, a proclamação ocorreu às vistas de um povo que assistiu tudo de forma bestializada.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola